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A primeira rede social era numa caixa

Essa é uma expressão que usam para criticar alguém que está falando de maneira apaixonada sobre determinado tema. A história é bem interessante. Na época das grandes guerras, não havia redes sociais. As notícias vinham de canais de divulgação em massa, como jornais e rádios, panfletagem e o boca a boca.

Acontece que as pessoas tinham uma grande necessidade de dizer o que pensavam. Elas não queriam apenas receber notícias de como a realidade delas estava. Imagine a situação: seus filhos e amigos foram para as grandes guerras, os recursos estão sendo empregados para custear as grandes guerras, falta alimento, suplementos e, às vezes, energia, e no seu único meio de comunicação você lê que tudo está muito bem na sua cidade, sendo que você sabe que não é bem assim.

Hoje você cria um perfil no X e mete a boca no trombone, cria um TikTok e faz vídeos, as pessoas com as mesmas dores te apoiam, você pode fazer lives globais, sua opinião vai ser ouvida. Mas naquela época não tinha tudo isso. Como eles faziam?

Eles pegavam caixas de madeira, subiam nelas e falavam. Discursos de revolta, reclamações. Gente que tinha a mesma dor ovacionava, erguia os polegares, quase como um like, né? Quando eram muitos, a polícia era acionada. Quando prendiam uma liderança, a pressão pública fazia esses protestos com caixas de madeira na frente da delegacia. Aliás, essas caixas eram usadas para transporte de sabão, daí o nome soapbox, caixa de sabão.

A história oficial começou com um ato do parlamento em 1872, depois de uma série de protestos intensos, especialmente em 1866, por direitos de voto e reformas democráticas. A pressão popular foi tão grande que o governo britânico decidiu legalizar aquele espaço específico no parque para que as pessoas pudessem se reunir e falar livremente. Era a criação oficial de um ambiente seguro para o debate público.

Como não tinha algoritmo, não bastava apenas subir e falar. O público podia te interromper ou, pior, te ignorar, e sem as telas isso era doloroso. Era preciso investir em design, boa apresentação, performance, panfletos de apoio e conexões. Eles viviam a rede social fisicamente. Olha que loucura isso, né?

As redes sociais estão matando isso, mas quem tem conquistado público, quem move pessoas, quem conquista apoiadores ainda faz como nas épocas das caixas. Entende que por trás de cada clique tem gente e que as pessoas não são robôs, IAs, realidade aumentada, metaverso. São caixas de sabão, umas mais altas, outras mais baixas, mas, no fim, o que importa de verdade é quem sobe nelas, para quem falam e como fazem isso.

Aprenda a se comunicar, entenda o poder da sua voz, tenha em mente que você precisa mais do que atrair atenção. Tem que reter a atenção, despertar o interesse, conquistar o apoio, enfrentar inimigos em comum, mostrando que você pode vencer esse oponente. Você está lidando com gente e a massa se move por amor, por dor e por revolta.

E se você tratasse suas redes sociais como as caixas de sabão daquela época e, ao invés de like, comentário e seguidores, focasse em conquistar a atenção, o envolvimento, o compromisso das pessoas e o crescimento de uma comunidade que apoia seu discurso? Começa e, se precisar de ajuda, me chama!

Artigo escrito por:

Gustavo Aron – Fundador da StorLabs, comunidade dos Fazedores e membro do Clube BoraFazer

LinkedIn: Gustavo Aron StorLabs | LinkedIn

Instagram: Gustavo Aron (@storlabs.marketing)

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