Salvador Dalí uma vez disse: “Quem quiser interessar os outros tem que provocá-los”. Se estivesse vivo hoje, com certeza estaria furioso com o que as expressões artísticas, principalmente as digitais, se tornaram.
Outro dia estava no carro com minha família e o refrão da música no rádio era “Eu feat você é hit”, uma quimera de expressões abreviadas de palavras em inglês com uma matemática que beira o acefalismo. Me lembro quando meu tio me chamou para ouvir uma fita no toca-fita e disco Panasonic dele que ficava na nossa sala, e a música começava apenas assim:
“Ausente o encanto antes cultivado,
Percebo o mecanismo indiferente,
Que teima em resgatar sem confiança,
A essência do delito, então sagrado”
Com a poderosa e embriagada voz do paciente terminal Renato Russo que, na época, estava nos últimos dias de sua luta contra uma doença incurável e ainda assim exalava talento, poesia e originalidade.
Já falei sobre esse tema aqui: as músicas de sucesso hoje são releituras das antigas; batidas, refrões… uma espécie de “plágio pop” que está fazendo sucesso porque essa galera pioneira, que fez essas músicas serem um hit, era original pra caramba. Então, por que algumas pessoas fazem sucesso mesmo copiando?
Bom, pelo mesmo motivo que mímicos, imitadores e sósias existem. É engraçado vê-los fazendo quase igual; nosso cérebro gosta de padrões, isso chama a atenção. São trabalhos honestos e bem pagos, mas imagina fazer sucesso por ser bom em copiar? É como, nas palavras de meu pai, você “gozar com o pau dos outros”. Deve ser bem frustrante não ter o reconhecimento por ser talentoso, original e imitável.
Mas nem tudo são tristezas, porque o dinheiro persegue a atenção e a atenção persegue o admirável. E, meus queridos, nunca foi tão fácil ser original num mundo de personagens cada vez mais “padrãozinho”. Nesses dias onde tudo que parece com alguma coisa faz sucesso, você está com a faca e o queijo na mão para ser “diferente dos iguais” e conquistar atenção, admiração e interesse.
Saiba o que você quer, encontre sua essência e mostre para as pessoas que você tem o que mostrar. Abuse dos benefícios de ter identidade, de ser ímpar, de não ir com a manada só porque imitar é mais fácil. Tudo que vem fácil vai embora na próxima modinha, a menos que você se prostitua novamente virando, a cada mês, um meme novo.
O original não se desoriginaliza. No meio de tanta gente sem sal nem açúcar, você pode ser a pimenta e se destacar na multidão sendo o que ninguém no planeta pode ser de verdade: você mesmo!
Daí eles que vão te imitar. Duvida, lindeza? Começa pra você ver. Vai pra cima! Se precisar de ajuda me chama, nós fazemos!
Artigo escrito por:
Gustavo Aron – Fundador da StorLabs, comunidade dos Fazedores e membro do Clube BoraFazer
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